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26 de jan. de 2011

Tempestade.




Eu achei que a chuva havia parado. Mas ela só parou fora de mim.
Dentro de mim ainda existia chuva, aquela chuva que machuca. Trovoadas e raios faziam o meu corpo estremecer.
Não era chuva de verão. Chuva de verão é quente, calma, clara....
Essa chuva era fria, terrivelmente fria.... cada gota cortava por dentro, cada gota carregava uma lembrança doentia, era por isso que doía.
As lembranças são totalmente cruéis, sem pena, sem piedade, elas se desdobram em raios até ser possível reviver velhas lembranças.
Lembrar...parece que dói mais do que viver.
Eu sentia que, a cada gota caída, minha mente explodia como fogos de artifício.
Mas tudo isso por quê? Meus olhos me enganaram, minha mente me trapaceou, eu achei que não olharia...mas quando você chegou....
Cada célula do meu corpo tentou se mexer causando tremores impossíveis de explicar.
Mas a chuva só começou quando os seus olhos encontraram os meus, a tempestade foi inevitável... as avalanches foram destruidoras. Inundações foram devastadoras.
E tudo isso graças aos meus olhos que funcionam como imas na sua direção.
Mas depois de criar a tempestade em mim, você foi embora, e me deixou ali, junto com os raios e as trovoadas.

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