
Eu cansei de lembrar a nossa história. Mas que história? Nossa? Essa história foi minha, totalmente minha. Foi uma maneira solitária de sofrer...
Não posso dizer que um dia eu tive você pra mim e, sinceramente, não sei o que dói mais: essa distância e a sua falta de saudade, ou o fato de não poder dizer ‘já me pertenceu’.
Se você soubesse a força que cada vírgula sua tem sobre mim, cada palavra sua pode machucar cada célula do meu corpo.
Eu te amo, te amo da maneira mais forte e dolorida que o meu corpo suporta, te amo com toda força que existe dentro de mim, te amo com todas as lágrimas que o meu corpo despeja de dor.
Eu te amo, eu te amo. Eu queria poder gritar para o mundo inteiro ouvir, queria pode pegar o seu rosto com as duas mãos, olhar nos teus olhos e te dizer o quanto tu vive em mim.
É uma mistura de prazer e agonia, é uma mistura de dor e alegria que me corta por dentro, me dilacera e me faz querer parar o mundo e morrer por pelo menos um instante.
Escrevo por que te amo, mas também escrevo por que não tenho espaço dentro de mim pra tanto amor e tanta dor. Preciso deixar isso fora de mim, ou então não vou aguentar.
Eu te amo, e torço loucamente para que isso não seja amor, torço para estar redondamente errada. Torço para que isso não passe de uma vontade momentânea de te ter, quero rir disso, quero lembrar essa época e esquecer o seu rosto que insiste em me perseguir.
Mas eu ainda tenho vontade de você, você, você, você, você...

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