21 de jun. de 2011
É presente, acostume-se.
Se ela se preocupasse comigo, tudo seria tão lindo. O mundo seria fácil de ser vivido.
Um telefonema no meio da madrugada me tiraria o sono, mas não se preocupe meu amor. Eu prefiro acordar e ouvir a tua voz do que permanecer em meus pesadelos sem você.
E cada briga, traria um beijo mais ardente, um sorriso banhado em lágrimas, um olhar quente morrendo de medo de um ‘adeus’.
Se, se, se, nada disso existe, e nem vai existir. O mundo esta desenhado e cabe a nós aceitar quem ganhou o unicórnio rosa e quem continua com aquela bola murcha e desbotada.
E o que sobra alem da sua velha bola murcha e desbotada? Um perfume, é tudo que podemos ‘tocar’ , o perfume.
É difícil de explicar, eu sei. O peito dói, a garganta fecha, a cabeça gira, as pernas perdem a força, isso tudo apenas com o perfume dela.
Agora alguém sabe como lidar com tudo isso ao mesmo tempo? Não, não sabem, ninguém sabe. Todo mundo só sabe que tudo isso acontece rápido, avassalador, destruidor.
Disfarçar? Praticamente impossível, o corpo passa a reagir sozinho. Ele grita, pede, implora por um simples toque de mãos que arrepia até o pelinho da sua nuca. Todo o seu corpo cria vida, e confesso que não tem filme de terror mais assustador do que não ter controle sobre o próprio corpo apaixonado.
Não tem nada mais triste e vazio, do que olhar nos olhos de uma pessoa e saber que você não passa de um grande nada pra ela. O problema de se sentir vazio, é que esse sentimento é cheio demais.
E é assim que eu guardo novamente meus sentimentos, talvez como um livro, preenchendo cada pagina do meu ser.
Contraditório. Doentio. Torturador.
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