28 de jun. de 2011
Amor Expresso.
Um “quê” de sofredora, dizia eu ao olhar seu rosto. Maquiagem pesada, olhos marcados, olhos chorados.
Alguém disse no ar, que ninguém queria ela, que ela era triste demais, talvez verdadeira demais.
Um ímã. Atraia qualquer olhar, qualquer coração gritava ao olhar seu triste rosto.
Com um ultimo gole de whisky pago por um qualquer, ela levantou e foi dançar.
Golpe final. Fechou os olhos e deixou seu corpo livre, querer tocá-la era algo inevitável.
Foi assim que a conheci, naquela noite junto ao bar.
Não foi amor, nem paixão...foi uma força mais forte e destruidora que me levou a olhar fixamente nos seus olhos ainda fechados. E como uma mágica, eles se abriram, estrangulando meu coração e sugando cada resquício de ar dos meus pulmões.
O sangue atendeu aos comandos dos seus olhos e começou a correr desenfreadamente, deixando-me extasiado.
Cada parte do meu corpo queria o seu, até meus cabelos se manifestavam a cada olhar.
E eu a toquei, graças a uma força maior eu a toquei apenas mentalmente.
Depois de um orgasmo simulado por minhas próprias terminações nervosas, sem toques, apenas cheiro, olhares..voltei para casa, sem lhe dirigir a palavra.
E até hoje estou aqui, condenada a lembrar do nosso expresso amor.
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